Fernando Haddad (PT) tentou demonstrar ânimo nesta segunda-feira diante da tarefa hercúlea que tem pela frente: tentar alcançar e ultrapassar Jair Bolsonaro (PSL) no embate final em 28 de outubro. Em coletiva de imprensa em Curitiba, afirmou, por duas vezes, que a sua chegada ao segundo turno, com somente 20 dias de campanha, foi “um feito”. Agora, terá de cumprir um feito ainda maior: fazer crescer velozmente os mais de 31 milhões de votos que recebeu e virar a disputa, algo inédito desde a redemocratização. Após correr para se cristalizar como herdeiro de Luiz Inácio Lula da Silva, agora o candidato precisará fazer o caminho contrário: se descolar do ex-presidente e das propostas mais controversas do PT para tentar evitar, o quanto puder, a rejeição pelos eleitores antipetistas e atrair votos espremidos pela polarização e até mesmo votos bolsonaristas.