Às vésperas da comemoração do Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, celebrado no dia 8 de abril, pacientes de mielofibrose, tipo raro de câncer do sangue, ganham motivos para comemorar. A ANVISA aprovou um novo tratamento para a doença, que afeta a medula óssea, levando à produção desregulada de células sanguíneas.
Momelotinibe é o primeiro e único medicamento aprovado no Brasil para tratar pacientes com mielofibrose de risco intermediário ou alto que também apresentam anemia.
A mielofibrose é mais frequente em pessoas acima dos 65 anos e tem sintomas iniciais que podem ser confundidos com sinais comuns do envelhecimento, como fadiga e fraqueza. Esse fator pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Outro fator importante é que a doença também pode evoluir silenciosamente e, quando os sintomas se tornam mais evidentes – como anemia severa, aumento do baço e necessidade de transfusões frequentes – o quadro já pode estar avançado.
“O primeiro desafio é reconhecer a mielofibrose. Como a maioria dos casos ocorre em idosos, os sintomas podem ser confundidos com outras condições, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento adequado”, explica o Dr. Renato Tavares, professor adjunto de hematologia da Universidade Federal de Goiás (UFG).
O impacto da anemia e importância do tratamento
Estudos mostram que aproximadamente 44% dos pacientes com mielofibrose já apresentam anemia no momento do diagnóstico e, ao longo da progressão da doença, essa condição se torna quase inevitável. Nos casos mais graves, a necessidade frequente de transfusões pode comprometer a saúde do paciente, aumentar o risco de infecções e dificultar opções terapêuticas mais agressivas, como o transplante de medula óssea.
“O grande desafio é tratar a mielofibrose em pacientes que apresentam anemia significativa. Até o momento, não havia nenhuma opção terapêutica disponível especificamente para esse perfil no Brasil”, acrescenta o Dr. Tavares.
Neste contexto, a aprovação de momelotinibe representa um passo importante para os pacientes brasileiros, mas o acesso ao tratamento ainda precisa avançar. “Para que o medicamento chegue a mais pessoas, é fundamental que ele seja incorporado aos planos de saúde e ao SUS”, destaca Dr. Tavares.
Sobre a GSK
A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Respiratória/Imunologia. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas.