Lançado no dia 04 de janeiro, data em que Rondônia celebra seu aniversário, o videoclipe Céus de Rondônia propõe uma homenagem sensível à identidade, à memória e às paisagens do estado. A obra foi dirigida por Luís Gabriel Medeiros de Almeida e publicada nas redes sociais como um gesto simbólico de valorização da cultura rondoniense.
Realizado por meio do EDITAL Nº 01/2024 – SEJUCEL – Audiovisual – Bolsas para Artes em Vídeo, o projeto conta com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil, reafirmando a importância das políticas públicas de fomento ao audiovisual como instrumento de preservação cultural e expressão artística.
Com uma narrativa poética e imagética, Céus de Rondônia convida o público a conhecer o estado a partir de seus elementos naturais, históricos e humanos. A letra da música percorre rios, florestas, flores e poesias ribeirinhas, exaltando a vida simples dos pescadores, as tradições populares, os bois-bumbás e os mirantes que revelam o pôr do sol amazônico.
O videoclipe também resgata símbolos marcantes da história rondoniense, como a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o Forte Príncipe da Beira, além da força dos rios Madeira, Guaporé e Mamoré. Entre o arrebol, a flor do maracujá, os hotéis de selva e a fé que atravessa gerações, a obra constrói um retrato afetivo de um estado diverso e profundamente cultural.
Para o diretor Luís Gabriel Medeiros de Almeida, a escolha da data de lançamento reforça o significado do projeto. Segundo ele, Céus de Rondônia nasce como um convite aberto ao olhar e ao pertencimento, valorizando o território amazônico e o povo que constrói diariamente a identidade do estado.
Mais do que um produto audiovisual, o videoclipe se apresenta como um registro artístico e simbólico, que dialoga com a memória coletiva e reafirma Rondônia como um espaço de potência cultural, criatividade e expressão contemporânea no cenário amazônico e nacional.
Como contrapartida social prevista no projeto, Céus de Rondônia contará com pelo menos duas exibições públicas gratuitas, em locais apropriados para receber o público em geral, incluindo pessoas com deficiência (PCDs), idosos e demais públicos. As sessões serão realizadas em teatros ou escolas da capital, Porto Velho, com previsão de alcançar aproximadamente 200 pessoas no total. A primeira exibição está programada para o mês de fevereiro, após o período de Carnaval, e a segunda para o mês de março.
As exibições públicas contarão com recursos de acessibilidade, como legendagem descritiva, interpretação em Libras e audiodescrição. Além disso, o videoclipe será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais de vídeo, ampliando o alcance da obra e garantindo acesso democrático ao conteúdo cultural.
Outra ação prevista como contrapartida é a realização de uma oficina de operação de drone, voltada à comunidade, adolescentes, jovens e estudantes de escolas ou universidades públicas. A atividade será aplicada na capital Porto Velho, em local estratégico para a comunidade, com até 20 participantes, promovendo a formação técnica e o contato direto com o audiovisual.
Entre os objetivos do projeto estão a preservação da cultura e da história de Rondônia para as futuras gerações, o fomento à cultura local, o fortalecimento da identidade cultural rondoniense e o estímulo ao turismo cultural, artístico e histórico. O projeto também busca ampliar o acesso à cultura por meio da disponibilização gratuita do videoclipe e da inclusão de recursos de acessibilidade, garantindo que pessoas com deficiência possam vivenciar plenamente a obra.
Luís Gabriel Medeiros de Almeida é jornalista e publicitário em Rondônia, com atuação consolidada no audiovisual, no jornalismo e na comunicação institucional. Fundador da Boto Comunicação LTDA e do portal O Boto News, desenvolve projetos voltados à valorização da cultura, da memória e das identidades amazônicas, com trabalhos exibidos em veículos nacionais e iniciativas culturais reconhecidas. Sua trajetória é marcada pelo uso da linguagem audiovisual como ferramenta de registro histórico, fortalecimento do pertencimento e democratização do acesso à cultura.